quinta-feira, 9 de maio de 2013

La Gemme adquire raríssima esmeralda da dinastia Mogol

Fundada por descentes diretos do conquistador Gengis Khan, a Dinastia Mogol (1526 a 1857) teve seu período “clássico” entre 1526 e 1707. Nessa época foi construído o Taj Mahal (1648), obra arquitetônica que mescla os etilos islâmicos, persa, otomano, turco e indiano. Permanece como uma das maravilhas do Mundo.

As esmeraldas gigantes (em média, entre 120 e 217.8 quilates), foram outro marco dessa era. Conhecidas como Esmeraldas Mogóis elas simbolizavam o poder, a invencibilidade nas guerras e acreditava-se em seus poderes calmantes. Essas pedras perfaziam um longo trajeto até adornarem os imperadores mogóis . Originárias da Colômbia, as pedras eram comercializadas pela Espanha. Os espanhóis logo perceberam que os imãs (imperadores) mogóis pagavam valores bem mais altos que a realeza europeia pelas gemas. Os artesãos joalheiros da cidade de Jaipur entalhavam a esmeralda, tornando-a única para cada proprietário. Estamos falando de pedras e entalhes do século XVII .

A LA GEMME adquiriu um broche em que diamantes fazem um design delicado em torno de uma esmeralda mogol, pesando 120 quilates e adornada com entalhes florais na própria pedra. Tivemos a sorte de obter tal maravilha histórica em leilão da conceituada Soraya Cals.

Com isso a LA GEMME amplia seu acervo de peças imperiais de valor histórico. A primeira, você se lembra, é o Colar da Imperatriz!

CURIOSIDADES
Recentemente, a Casa Cartier, ao obter uma dessas raríssimas esmeralda mogóis, disponibilizava aos possíveis compradores três diferentes designs. As características de uma esmeralda mogol: corte em tablet, com duas faces planas e a da frente com delicadíssimo e escultural trabalho de gravação (ou com nomes de Mahomé, seus profetas e os Imãs que se sucediam na Disnastia Mogol ou adornada com motivos florais).

Em 1958, o mineralogista e gemólogo americano Alan Kaplan, adquiriu na India a maior esmeralda mogol conhecida: com 217.8. Emprestou-a para exposições em diversos museus. Mas manteve-a consigo até sua morte nos anos 90. Em 2001 seus herdeiros venderam a raridade em um leilão da Christie’s por dois milhões e duzentos dólares para um comprador anônimo. Acredita-se que a pedra esteja em um Museu do Qatar.